Comportamento De Motoristas Ao Volante É Apontado Como Maior Causa De Acidentes De Trânsito

 

 Avaliação integra pesquisa realizada com participantes do Simpósio SAE BRASIL CarBody 2016 sobre segurança veicular. Estrutura dos carros aparece em segundo lugar.

 

Uma pesquisa realizada com os cerca de 200 participantes – representantes de montadoras e fornecedores da indústria automotiva – do Simpósio SAE BRASL CarBody 2016, realizado na semana passada em São Paulo para debater segurança veicular, revelou que 73,9% deles apontaram o comportamento do motorista como causa principal dos acidentes de trânsito; 16,3% indicaram a estrutura do veículo; 8,7%, a condição das estradas; e 1,1%, a ausência de sinalização. Atualmente ocorrem cerca de 1,2 milhão de acidentes em todo o mundo, 90% dos quais nos mercados emergentes, responsáveis pela produção de 40% dos automóveis.

 

Para o chairperson do Simpósio Jesse Paegle, diretor da JWP Engireering & Consulting, chama a atenção no estudo esse “alto índice de participantes que responsabilizam os motoristas pelos acidentes”. Isso, segundo ele, “nos faz cair na armadilha de transferir a ‘culpa’ ao condutor e nos esquecermos de levar em consideração as frágeis estruturas dos carros, as falhas de sinalização e as péssimas condições de ruas e rodovias”.

 

Para 37,1% dos participantes o consumidor brasileiro percebe a importância da segurança veicular e da redução de emissões de poluentes, mas tem dificuldade de encontrar informações; 36% acreditam que o comprador de carros não percebe e não procura saber; 19,1% garantiram que ele não percebe, tenta se informar, mas não encontra facilmente os dados necessários; e 7,9% disseram que ele percebe e acha as informações facilmente nos veículos de comunicação. “Esses dados”, de acordo com Paegle, “demonstram que compartilhar tecnologia e informação é benéfico para todos”.

 

O estudo procurou saber ainda se os participantes acreditavam na evolução da cadeia produtiva do setor automotivo do Mercosul nos últimos cinco anos, considerando a capacidade instalada – a matéria-prima ao processamento final. 62,9% garantiram que houve melhora; para 32,9% houve muito pouca evolução; para 2,9% nada ocorreu; e apenas 1,4% garantiram que houve muita evolução.

 

A evolução do setor, de acordo com o estudo, apresentou como principais entraves o cenário político e econômico desfavorável e instável, segundo 55,3% dos participantes; 18,4% apontaram a ausência de regulamentação; 15,8% disseram que o investimento na região não é o foco das grandes corporações; e 10,5% informaram o desconhecimento como fator limitante.

 

Conscientes da necessidade de acelerar a implementação de novas tecnologias com o atual cenário do mercado brasileiro, 37,8% dos presentes disseram que é a iniciativa privada precisa investir nas áreas de Pesquisa e Desenvolvimento; 32,2% indicaram a necessidade de abrir o mercado; 15,6%, a importância de ampliar as parcerias com universidades; e 14,4% informaram que precisa haver incentivos governamentais nas áreas de P&D.

 

Sobre a SAE Brasil

 

A SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial. A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 6 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País. A SAE BRASIL é filiada à SAE INTERNATIONAL, associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios distribuídos por cerca de 100 países.

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